Domingo, Novembro 02, 2008

Santa Helena

Tive oportunidade de tomar dois vinhos da Santa Helena oferecidos pela Regina. Tomamos primeiro o Santa Helena Carmenère Malbec Siglo de Oro 2006 e depois o Santa Helena Carmenère Reservado 2007. Ressalto que o Siglo de Oro foi aberto na noite anterior e o tomei no almoço do dia seguinte, algo como 16 horas depois. Ainda que a garrafa tenha sido conservada em geladeira e bem fechada, faz diferença.

SANTA HELENA CARMENÈRE MALBEC SIGLO DE ORO 2006
Mesmo com tanto tempo aberto o vinho estava muito interessante. Apresentou boas frutas veremlhas, rumando para geléia de fruta. Uma baunilha no pano de fundo com pimenta preta fechando a composição. A boca é de razoável para boa, com uma leve sensação de cera no meio da língua. Como foi provado tanto tempo depois de aberto, é possível que o chocolate e o tostado, alguns dos aromas sugeridos pela vinícola, sejam encontrados ao abrir. Eu não encontrei.
Já tinha ouvido por aí que os Malbecs do Chile eram interessantes e, de fato, esse corte ressaltou aspectos positivos das duas variedades. 13,5 % de ácool. R$22,00 no Mercadorama Seminário. VV! 83.

SANTA HELENA CARMENÈRE RESERVADO 2007
A linha reservado é um patamar anterior à Siglo de Oro em termos de qualidade. Este realmente é um pouco inferior. Apresentou boa geléia de fruta no nariz. Aquele incomodozinho na língua é mais proeminente e tem mais calor em boca, algo que não me agrada mesmo. Vale pelo preço, mas vale mais ainda gastar R$4,00 e subir um degrau comprando a linha Siglo de Oro da Santa Helena. 13,5% de álcool. R$17,90 no Mercadorama Seminário. VV! 81.

Outras postagens sobre Santa Helena tintos:
IV Degustação Viva o Vinho! – CARMENÉRE
Santa Helena Reservado Cabernet Sauvignon 2004
Santa Helena Reservado Merlot 2003

Nota: Chamo a atenção do consumidor curitibano para a grande diferença de preços nos vários super e híper mercados da cidade. Tenho visto o mesmo vinho variando de R$18,00 a R$28,00. É um crime! O pessoal está reajustando em função da alta do dólar, mas não acredito que os consumidores comportem tamanha discrepância.
Por ora, continuo zapeando os preços das áreas de vinho sempre que entro nos mercados, pois ainda tem preço razoável por aí.

Domingo, Outubro 26, 2008

Santa Julia Tempranillo Oak Aged 2007

Aparêcia bem escura e violácea. O aroma começou com baunilha e uma incômoda acetona. Com o tempo, o aroma vai-se resolvendo e ficando entre frutas vermelhas e baunilha. De minha experiência com tempranillo argentino, frutado e baunilha realmente predominam. Na boca é um tanto desequilibrado.
Muito diferente da maioria das edições dos Tempranillo-Malbec da Santa Julia. Difícil encontrar vinhos na casa dos R$15,00 em Curitiba com custo-benefício tão bom. Como gosto do corte, resolvi provar este varietal um pouco mais caro da mesma vinícola, porém não agradou.O álcool e a acidez estavam muito proeminentes e incômodos. Algum calor e final inadequado.
A vinícola Zuccardi consegue bom resultado com a Tempranillo em várias faixas de preço. Pena que não acertou no Oak Aged.
Comparando com o Fortaleza do Seival da Vídeo Degustação #1, o nacional é superior a este, mostrando que o Brasil pode competir. É claro que comprado na Argentina este vinho sairia por uns R$8,00 ou menos, mas comprando aqui o da Miolo é melhor.13% de Álcool. R$28,00 no Wall Mart Cabral. VV! 79.

Domingo, Outubro 19, 2008

Paralelos do Vinho

Em nossa primeira Vídeo Degustação publicada, tocamos no assunto dos paralelos, que definem as melhores regiões do mundo para cultivar a videira. Muitos são os fatores que influenciam a produção de vinhos de qualidade, mas a latitude onde são feitos é um aspecto a ser considerado.
A videira é planta que necessita de um descanso no inverno, reunindo forças suficientes para produzir as uvas no verão. O clima temperado é ideal para termos as estações do ano bem definidas e para o processo natural da planta trazer os melhores resultados. Tal clima é encontrado entre os Paralelos 30º e 50º.

(Reproduzido do site da Importadora Zahil: http://www.zahil.com.br/institucional.aspx?id=34)

APROFUNDANDO MAIS NO ASSUNTO:

HEMISFÉRIO NORTE
Note no mapa que a Europa encontra-se quase toda compreendida entre os paralelos do vinho (No Hemisfério Norte, região rosa claro). O extremo Norte da África e o Oriente Médio também estão compreendidos. A Europa é consideravelmente mais quente que a América nos mesmos paralelos em função do grande ciclo de correntes marítimas, que carregam para leste o calor mais equatorial do Caribe (Golfo do México) e em direção ao Atlântico Norte.
Na Europa Central planta-se mais baixo, evitando que as altitudes tornem o clima frio demais. O frio em excesso pode atrapalhar o ciclo vegetativo da planta e piorar o resultado final. Já no sul da Itália e de Portugal, procura-se regiões mais altas exatamente para diminuir os efeitos do calor mediterrânico, aqui Paralelo 40º Norte. Um exemplo é o Alentejo, com as vinícolas valorizando as terras mais altas.
Na América do Norte, que não recebe influência do aquecimento de uma corrente marítima tão importante, as regiões vinícolas concentram-se entre os paralelos 30ºN e 40ºN. No pacífico ainda se planta um pouco mais ao Norte até em função também das correntes oceânicas, mas os californianos, vinhos mais famosos mundialmente, estão na faixa mais ao sul.
A diferença que a corrente marítima do golfo faz na Europa fica mais evidente quando comparamos os Ice Wines. São vinhos doces produzidos em regiões bem frias e o congelamento é desejado. No leste canadense, onde as águas quentes e suas consequências não são sentidas, os Ice Wines são feitos próximos do paralelo 40ºN. Já na Alemanha, fazem-no perto do paralelo 50ºN, ou seja, bem mais ao Norte.
A Ásia Oriental não tem tradição histórica na produção e no consumo de vinho, mas note que a China está quase toda entre nossos paralelos. De fato, começam as notícias da vinicultura chinesa melhorando de qualidade e aumentando a quantidade produzida.

HEMISFÉRIO SUL
No Hemisfério Sul nota-se influência parecida dos paralelos. O paralelo 30ºS passa sobre o extremo sul brasileiro, deixando Chile, Argentina, Paraguai e Uruguai ao sul. A campanha gaúcha é a única região brasileira que se encontra exatamente nele.
Com excessão dos vinhos da Patagônia, os demais vinhos de qualidade americanos estão ao norte do paralelo 40ºS.
Na África do Sul, planta-se no paralelo 30ºS e ao sul dele até o continente terminar no Cabo. Na Austrália, a cultura se desenvolve no extremo sul também, sempre abaixo do 30ºS. O 40ºS passa exatamente sobre a Nova Zelândia.
Ao olhar no mapa mundi, fica claro que há menos áreas continentais no Hemisfério Sul que no Norte. Some-se a isso também as grandes influências climáticas antárticas na zona temperada. Concluo, portanto, que a maioria absoluta do que é produzido no Hemisfério Sul concentra-se numa faixa ainda mais estreita do que no Hemisfério Norte, entre os paralelos 30ºS e 40ºS por duas razões bem simples, clima mais frio e menor quantidade de terra.

DESAFIO NO BRASIL: QUASE TUDO FORA DOS PARALELOS DO VINHO
Isso não significa que seja impossível fazer vinhos fora de tais marcos. Bons vinhos nacionais são feitos na Serra Gaúcha. Em Santa Catarina, nas regiões de altitude, também se buscam vinhos de excelência. A Serra Gaúcha é responsável por espumantes de qualidade internacional, o produto brasileiro mais interessante. Fica evidente, porém, a necessidade de subir a altitudes maiores para conseguir clima mais parecido com o temperado.
Não é o caso, contudo, do equatorial Vale do São Francisco. Lá, o mérito fica para o clima árido e a irrigação artificial. É por meio do controle do regime de água das plantas que definem os processos de produção de uva e descanso.
Comercialmente, é bem viável, pois são muitos os que afirmam ser possível subverter o ciclo anual das videiras para maior produção de uvas. Acredito que essa pressão maior sobre as vides não resulte em vinhos melhores, mas em mais vinho para por no mercado.
A viabilidade econômica é fato, mas não sabemos ainda qual o limite de qualidade que poderá ser alcançado pelos vinhos do Vale. Como é bem recente a produção de castas vinícolas européias, fica o desafio para os produtores.

OS PARALELOS 30º E 50º SÃO MARCOS IMPORTANTES
Com as possibilidades tecnológicas de hoje, os paralelos 30º e 50º não são mais obrigatórios para a obtenção de uma boa vide, todavia o cultivo da uva e a fabricação de vinho não são processos tecnológicos apenas.
As videiras cultivadas entre os paralelos 30º e 50º ainda são as melhores matérias-primas para a arte de vinificar, por isso os chamo de paralelos do vinho.

Para saber mais sobre latitude:
Rox Portal - Geografia

Sábado, Outubro 11, 2008

Vídeo Degustação #1 - Fortaleza do Seival Tempranillo 2006 - Miolo

Inicia-se uma nova fase no Enoblog Viva o Vinho!
Estréia hoje a primeira Vídeo Degustação publicada. É um projeto novo e ainda tenho muito a aprender com ele, mas não quis adiar. Houve até um problema técnico com a energia que espero solucionar para os próximos episódios.
Ficou ainda mais divertido estrear com uma atividade on-line, pois o vinho degustado é uma indicação da Confraria Brasileira de Enoblogs.

video

Velha Vinífera #6 – 02/08/2008 Portugal/Alentejo

Mais uma vez reunimo-nos na Enoteca Decanter para um agradável encontro. Pessoas boas e bons momentos: é sempre gratificante encontrar-se com os amigos de confraria nessas calmas noites de degustação.
Entre os elementos comuns aos vinhos, notei que esses três alentejanos tinham um tom de cor mais acastanhado do que estamos acostumados no cone sulamericano e que a mineralidade ficou bem destacada.

MARQUÉS DE MONTEMOR RESERVA 2005
Feito de Aragonez, Castelão e Touriga Nacional. Vinho um pouco mais violáceo. Aroma doce: compota de fruta. É intenso, vai ficando mais doce e apresenta baunilha. Boca quente e tânica, porém redonda. Com o tempo, as sensações táteis ficam mais tranquilas e torna-se bem mais seco, lembrando tâmara (revela mais a acidez).
A confraria destacou características de defumado, mineral, baunilha. Consideraram ácido no paladar, amêndoado e álcool mais acentuado no início.
R$66,70 na Enoteca Decanter. VV!85.

PLANSEL TOURIGA FRANCA 2004
Esse varietal tinha cor ruby com tom acastanhado. Mais amadeirado, acastanhado, bem mineral. Tem calorzinho de licor de ameixa, bem tânico, seco, contudo suave e correto. Notamos ainda geléia e licor de nozes na permanência.
Entre as características citadas pela confraria predominou frutado, maçã, morango verde, cítrico. Permanente.
R$79,60 na Enoteca decanter. VV! 87.

ALTAS QUINTAS COLHEITA 2004
Corte de Aragonez, Trincadeira e Alicante Bouchet. Cor ruby mais para o acastanhado também. Aromas começam fechados. Madeira, fruta, fresco, morango. Após muito tempo aberto, vai adocicando para geléia e ameixas. Boca fresca, elegante, agradou muito. Cheio de taninos vivos e muito bem integrados. Boa acidez.
Entre as características citadas pela confraria predominou própolis, salgado. Foi considerado mais claro, ácido e salgado (mineralidade). Nos aromas inusitados, registre-se aroma de casa da avó e fósforo queimado. Em boca apareceu, ainda, amêndoas e avelã.
R$106,90. VV! 89.

Quinta-feira, Outubro 09, 2008

Velha Vinífera #6 - Notas de Estudo


Degustação #6 – 30/08/2008
Portugal/Alentejo – Enoteca Decanter



É difícil percorrer qualquer área de Portugal sem ter algum contato com a vinha ou o vinho. Por muito tempo foi o artigo de exportação mais importante do país, especialmente no período em que deixou de ser potência marítima mundial, quando entrou em crise o mercantilismo. Durante as grandes navegações desenvolveu-se o vinho Madeira. Já o Porto veio da exportação para a Inglaterra.
É característica fundamental da vinicultura portuguesa o uso de castas viníferas locais. Isso confere ao vinho português muita personalidade. Existem ainda vinhedos antigos onde as diferentes uvas foram plantadas todas misturadas.
Como se pode ver no mapa, são muitas as regiões viníferas de portugal, mas podemos fazer uma divisão mais simples para entender os estilos básicos de vinhos portugueses.

(clique na imagem para vê-la ampliada)

- Portugal Atlântico: Região ao Norte de Portugal à beira-mar compreendendo Vinho Verde, Bairrada e Estremadura. Divide-se do interior por maciços montanhosos. Região de solos arenosos férteis, baixa amplitude térmica e altos índices pluviométricos. São maiores as dificuldades de maturação e os vinhos tintos têm taninos mais duros, favorecendo combinações com carnes. Devido à acidez mais alta, é vocação natural da região os vinhos brancos.
- Vales de Portugal: Podemos destacar os vales do Douro e do Dão, onde se encontram as maiores amplitudes térmicas. São solos pobres de xisto e granito e a vinicultura acontece em região montanhosa, nas encostas dos vales. Os tintos predominam e possuem fama internacional.
- Sul de Portugal: As planícies argilo-cacáreas e arenosas dessa grande região tem maior homogeneidade de castas: Castelão, Aragonez (Tinta Roriz, Tempranillo) e Trincadeira. As uvas francesas encontram mais espaço aqui também com Cabernet Sauvignon, Syrah e Chardonnay. Fazem vinhos frutados, fáceis de beber, redondos e aromáticos, num estilo que se assemelha aos do Novo Mundo. Esses planos que tornam mais fácil a mecanização da colheita e a irrigação artificial do solo conquistaram o gosto do consumidor português. Os vinhos do Alentejo são os mais consumidos em Portugal.


VINHOS
1. MARQUÉS DE MONTEMOR RESERVA 2005 VR ALENTEJANO
Aragonez, Castelão e Touriga Nacional
2. PLANSEL TOURIGA FRANCA 2004 VR ALENTEJANO
Touriga Franca
3. ALTAS QUINTAS COLHEITA 2004 VR ALENTEJANO
Aragonez, Trincadeira e Alicante Bouchet


Referências:
Revista:
COUTINHO, Anibal. Portugal Revisitado em Vinho Magazine. Edição #78.
Rede:
www.academiadovinho.com.br – Academia do Vinho.
www.otd.com.br/images/Roda-dos-Aromas.jpg - Roda dos Aromas Vinho Magazine.

Domingo, Setembro 14, 2008

Chile X França

Logo em seguida à degustação de chilenos, a Confraria Bacco Ubriaco realizou confronto às cegas de vinhos do Novo e do Velho Mundo. Estavam na mesa chilenos e franceses. A identificação foi direta, pois as diferenças entre eles eram bem grandes. A surpresa veio no resultado do chileno: a confraria - eu também - acabou avaliando melhor o Marques do que o Dom Melchor.
Podemos pensar em muitos motivos. Talvez o Marqués esteja mais pronto e como era às cegas houve alguma dificuldade. Talvez faltou reconhecer o potencial de envelhecimento do Dom. Talvez valha a pena beber o Marques. Várias são as hipóteses e a certeza é uma só: às cegas muita coisa pode acontecer.
Em relação aos franceses, ainda que eu tenha concedido nota inferior a do Marques, gostei mais deles. Apenas reconheci mais qualidades técnicas no chileno.
Chego à conclusão de que o Chile oferece excelente custo-benefício e tomar um bom francês sempre faz bem ao espírito.

MARQUES DE CASA CONCHA Merlot 2005
Produzido em Rapel (Maipo) pela Concha y Toro. Belo Ruby brilhante. Aroma intenso, riquíssimo, complexo, delicado (cheio de adjetivos). Fruta vermelha, frescor lembrando menta, baunilha. O mentol vai abrindo cada vez mais. Boca jovem, taninos bem vivos, ainda pede por guarda. Final fresco e boa permanência. 14,5% de álcool. BU 89,42. WS 90. VV! 92. R$78,00 na Expand Curitiba.

CHÂTEAU LES HAUTS-CONSUILLANTES 2001
Este é um Lalande-de-Pomerol. 75% Merlot, 17% Cab. Franc, 8% Cab. Sauv.
Cor com um toque atijolado. Boa intensidade aromática, predomina tabaco com especiaria. Agradou. Taninos macios, bom corpo e excelente acidez. 13,5% de álcool. BU 89,20. WS 90. VV! 90. R$179,00 na Expand Curitiba.

CHÂTEAU LARRIVET-HAUT-BRION 2002
Este é um Pessac-Leognan, onde plantam Cabernet Sauvignon em maiores quantidades. No caso deste vinho com assinatura de Michel Rolland, há Cab Sauv e Merlot em seu corte.
A passagem de 18 meses de barrica realmente marcou. Intenso, café e algum aroma animal no início. Este aroma animal vai ganhando corpo com o tempo e aparece também terra molhada. Macio e agradável em boca, tem tanino presente e bem amalgamado no conjunto. Excelente final. 13% de álcool. BU 90. VV! 90. R$320,00 na Expand Curitiba.

DOM MELCHOR 2003 Cabernet Sauvignon
Este Cabernet Sauvignon da linha superior da Concha y Toro tem 6% de Cabernet Franc.
Cor ruby bem típica. Fruta delicada e baunilha no início. Revela mais baunilha, amora, mas senti falta da complexidade. Boca ainda tânica - surpreendeu saber a safra depois - e agradável, corpo um pouco mais leve e muita fruta. Taninos bem vivos todo o tempo. BU 88,33. RP 96. VV!88. R$268,00 na Expand Curitiba.

Sábado, Setembro 13, 2008

Chile - Maipo

A Confraria Bacco Ubriaco realizou degustações seguidas com vinhos chilenos. Nesta, o tema era produtos do Maipo. Todos eram rótulos bem conhecidos e bem conceituados pelos especialistas. Foram degustados às claras, ou seja, todos sabiamos o que estávamos provando. Comprados em viajem para o exterior, os preços pagos estão bem abaixo do mercado nacional.

DON MELCHOR 2002 Cabernet Sauvignon
Top da Concha y Toro, 96% Cab Sauvignon - 4% Cab. Franc. Feito em Puente Alto.
Apresentava algum alo. Boa intensidade aromática, muito agradável, fresco, ameixa, especiarias, algum chocolatinho. Com o tempo abre, fica mais intenso e pegamos fruta doce/geléia. Boca fresca, adocicada, ainda tem taninos. 14% de álcool. R$210,00. BU 90,72. VV!91.

EL PRINCIPAL 2001 Cabernet Sauvignon - Carmenère
Este vinho da Finca El Pincipal produzido em Pirque não passa por filtração.
Tinha alo também, cor mais opaca. Demora a revelar-se. Quando abre apresenta ameixa, frutas em calda, especiarias, pimenta e café.
Taninos macios, a boca é ótima. Final correto. 15% de álcool. R$210,18. BU 90,09. VV!91.

TERRUNYO Carmenère 2004
Linha intermediária da Concha y Toro feito Peumo. Recebeu 96 pontos de Robert Parker. 85% Carmenère, 12% Cab. Sauv., Petit Verdot e Cab. Franc.
Na cor tem um leve toque para o violeta. Aroma muito elegante, vai abrindo para chocolate, ameixa e frutas maduras. Gostoso no paladar, tem excelente corpo e taninos ainda marcando. Final longo. 14,5% de álcool. R$100,00. BU 87,63. VV!90.

HARAS DE PIRQUE CHARACTER 2005
Ainda que tenha sido o mais barato da noite, no Brasil não sairia por menos de R$80,00. 85% Syrah e 15% Cab Sauv.
Também um pouco mais violáceo. Aroma fresco, com especiarias, apresenta fruta lembrando framboesa. Excelentes taninos na boca. É potente, encorpado e tânico. 14,6% de álcool. R$40,00. BU 88,45. VV!89.