Neste sábado 28/03 embarco para o Nordeste, afim de visitar vinícolas no Vale do São Francisco e curtir uns dias de viagem.
A agenda enológica ficou para a semana que vem, entre os dias 03 e 04 de abril, quando agendamos visitas à Vinhos Bianchetti e à Vinibrasil (Adega do Vale e Rio Sol). Com a Miolo, ainda falta confirmação da parte deles, mas tudo indica que fecharão a agenda.
Mandei e-mail às quatro empresas cadastradas pelo site da VinhoVasf, todavia os contatos virtuais não devem estar atualizados porque só duas responderam minha solicitação.
Meu plano era visitar quatro estabelecimentos, porém o preparo para o enoturismo e a abertura para receber visitantes pelo visto não está no nível propagado pelas notícias que encontrei em jornais e revistas.
Farei entrevistas e "clips" para divulgar no blog, que funcionará também como diário de viagem nos dias de Petrolina e arredores.
Acompanhem o andamento da aventura enológica aqui no Viva o Vinho!
Brindes!
Sexta-feira, Março 27, 2009
Quarta-feira, Março 25, 2009
Encontro de Enoblogs
Tive o prazer de degustar vinhos com Cristiano Orlandi do Enoblog Vivendo Vinhos e nossas respectivas esposas no Edvino, em fevereiro, na sexta de Carnaval.
O Cristiano veio a Curitiba no feriado e aproveitamos para conhecermo-nos pessoalmente e ampliarmos o intercâmbio que já acontecia pela internet.
O clima foi casual. Não avaliamos formalmente nenhum líquido, apenas conversamos sobre nossas preferências, trocamos impressões e conhecemos mais sobre a história de vida de cada um e de como nos apaixonamos (por nossas mulheres e pelo vinho, risos).
O Cristiano é esse mesmo cara do blog: animado, divertido e relax. Excelente companhia para uma noite descontraída. Desde que postei sobre o Edvino ele havia demonstrado interesse em conhecer o "Bar de Vinhos, Restaurante e Etc..."
Aproveitamos que o Cris não é de frescurar (até pela família gaúcha, risos) e propusemos que pedíssemos taças e trocássemos, assim a cada rodada provaríamos muitos vinhos. O sempre solicito sommelier Ewerton estava presente e já começou nossa noite ofercendo o espumante Alto Vale, novo efervescente da Casa Valduga.
Em nossa primeira rodada, pedimos três vinhos completamente diferentes. O clima era razoavelmente quente e queria algo refrescante, mas o Sauvignon Blanc neozelandês Matariki estava em falta, portanto acabei indo para o Chardonnay californiano mais leve da Painter Bridge. Pedimos também o Santa Digna Gewurztraminer e o rosado La Fleur de Pulenta. Para mim, destaque para o rosé que estava com taninos bem redondos e aroma adocicado, muito fácil de beber.
Na rodada de tintos, vieram o elegante Chatêau Cantegril (disparado o melhor dos três, se é que dá para comparar), o diferente Chatêau Kefraya e o barbaresco Dezzani, com a acidez agradável que os italianos possuem.
Destaco o Chatêau Kefraya pela exclusividade. É um vinho libanês do Vale do Bekaa, feito com Mouvédre e Syrah, cepas típicas do Rhône. Para comparar, tomemos como exemplo um corte semelhante de que gosto muito, o sulafricano Wolftrap. O Kefraya é mais doce e menos ácido. Diferente e interessante.
Por fim, terminamos a noite com tábua de queijos e Madeira Justino´s 10 anos. Já havia provado com queijo de cabra e funcionou, mas a tábua acabou provando que nem todo vinho combina com qualquer queijo. O Reblochon e o Grana estavam ótimos, ainda mais com o mel trufado, contudo com o vinho não funcionou. A harmonização era Madeira com o queijo de cabra mesmo.
Claro, depois vieram sobremesas de ajoelhar a cada colherada. A noite voou e, quando vimos, eramos os últimos do restaurante, após mais de três horas de brincadeiras enológicas. Nem um incidente no restaurante que nos obrigou a mudar de mesa ofuscou a alegria de ter conhecido pessoalmente o enoamigo de Campinas (mais precisamente Valinhos, como descobrimos). Será um prazer marcar novas degustações com o blog Vivendo Vinhos.
O Cristiano veio a Curitiba no feriado e aproveitamos para conhecermo-nos pessoalmente e ampliarmos o intercâmbio que já acontecia pela internet.
O clima foi casual. Não avaliamos formalmente nenhum líquido, apenas conversamos sobre nossas preferências, trocamos impressões e conhecemos mais sobre a história de vida de cada um e de como nos apaixonamos (por nossas mulheres e pelo vinho, risos).
O Cristiano é esse mesmo cara do blog: animado, divertido e relax. Excelente companhia para uma noite descontraída. Desde que postei sobre o Edvino ele havia demonstrado interesse em conhecer o "Bar de Vinhos, Restaurante e Etc..."
Aproveitamos que o Cris não é de frescurar (até pela família gaúcha, risos) e propusemos que pedíssemos taças e trocássemos, assim a cada rodada provaríamos muitos vinhos. O sempre solicito sommelier Ewerton estava presente e já começou nossa noite ofercendo o espumante Alto Vale, novo efervescente da Casa Valduga.
Em nossa primeira rodada, pedimos três vinhos completamente diferentes. O clima era razoavelmente quente e queria algo refrescante, mas o Sauvignon Blanc neozelandês Matariki estava em falta, portanto acabei indo para o Chardonnay californiano mais leve da Painter Bridge. Pedimos também o Santa Digna Gewurztraminer e o rosado La Fleur de Pulenta. Para mim, destaque para o rosé que estava com taninos bem redondos e aroma adocicado, muito fácil de beber.
Na rodada de tintos, vieram o elegante Chatêau Cantegril (disparado o melhor dos três, se é que dá para comparar), o diferente Chatêau Kefraya e o barbaresco Dezzani, com a acidez agradável que os italianos possuem.
Destaco o Chatêau Kefraya pela exclusividade. É um vinho libanês do Vale do Bekaa, feito com Mouvédre e Syrah, cepas típicas do Rhône. Para comparar, tomemos como exemplo um corte semelhante de que gosto muito, o sulafricano Wolftrap. O Kefraya é mais doce e menos ácido. Diferente e interessante.
Por fim, terminamos a noite com tábua de queijos e Madeira Justino´s 10 anos. Já havia provado com queijo de cabra e funcionou, mas a tábua acabou provando que nem todo vinho combina com qualquer queijo. O Reblochon e o Grana estavam ótimos, ainda mais com o mel trufado, contudo com o vinho não funcionou. A harmonização era Madeira com o queijo de cabra mesmo.
Claro, depois vieram sobremesas de ajoelhar a cada colherada. A noite voou e, quando vimos, eramos os últimos do restaurante, após mais de três horas de brincadeiras enológicas. Nem um incidente no restaurante que nos obrigou a mudar de mesa ofuscou a alegria de ter conhecido pessoalmente o enoamigo de Campinas (mais precisamente Valinhos, como descobrimos). Será um prazer marcar novas degustações com o blog Vivendo Vinhos.
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Segunda-feira, Março 09, 2009
Sémillon
Em sua Degustação #136, a longeva Confraria Bacco Ubriaco provou australianos de Sémillon.
O Confrade responsável ainda nos agraciou com instrutiva e divertida brincadeira: ao final da degustação dos australianos, fizemos nosso próprio corte de vinho misturando um Sauvignon Blanc com um Sémillon em diferentes proporções: 80/20, 70/30 e 40/60. O objetivo era reproduzir o corte mais comum em Bourdeux e também brincar com outras possibilidades.
O evento foi realizado na Adega Don Maximiliano, nova loja de vinhos de Curitiba, nas proximidades da Praça Espanha.
COLONIAL ESTATE EXPATRIÉ RESERVE 2006
Excelente vinho do quente Barossa Valley. De aparência palha, tem belo aroma com excelente intensidade. Remete a própolis, fruta bem fresca, boa acidez e um confeitinho. Boca ácida e doce ao mesmo tempo, com corpo bom e leve excitação da língua. 13,5% de álcool. RP 90. BU 87,33. VV! 89. R$109,00 na Vino!Champagnat.
STEVENS SINGLE VINEYARD 2002
Este vinho da Tyrrel´s, feito no Hunters Valley, era palha bem clarinho. Intensidade média num aroma difícil de definir. Unindo fruta e tostado, compôs um conjunto mais profundo, talvez com avelãs e flores. Pensando bem, lembrava queijo roquefort. Muito mineral e seco no palato, bem leve, faltou um pouco de complexidade no retrogosto. 10% de álcool. BU 86,85. VV !86. R$94,00.
LENSWOOD 2000
50% descansou em carvalho por 8 meses. Aparência já dourada do envelhecimento. Muito própolis, algum químico incômodo e fruta branca rumando para pêssego em calda. Certa potência em boca com desequilíbrio alcoólico. Infelizmente, o tempo desse vinho já passou. BU 87,14. VV!85. R$100,00.
A impressão final é de que os australianos de sémillon provados funcionam melhor mais jovens, preferencialmente até 5 anos de idade.
O Confrade responsável ainda nos agraciou com instrutiva e divertida brincadeira: ao final da degustação dos australianos, fizemos nosso próprio corte de vinho misturando um Sauvignon Blanc com um Sémillon em diferentes proporções: 80/20, 70/30 e 40/60. O objetivo era reproduzir o corte mais comum em Bourdeux e também brincar com outras possibilidades.
O evento foi realizado na Adega Don Maximiliano, nova loja de vinhos de Curitiba, nas proximidades da Praça Espanha.
COLONIAL ESTATE EXPATRIÉ RESERVE 2006
Excelente vinho do quente Barossa Valley. De aparência palha, tem belo aroma com excelente intensidade. Remete a própolis, fruta bem fresca, boa acidez e um confeitinho. Boca ácida e doce ao mesmo tempo, com corpo bom e leve excitação da língua. 13,5% de álcool. RP 90. BU 87,33. VV! 89. R$109,00 na Vino!Champagnat.
STEVENS SINGLE VINEYARD 2002
Este vinho da Tyrrel´s, feito no Hunters Valley, era palha bem clarinho. Intensidade média num aroma difícil de definir. Unindo fruta e tostado, compôs um conjunto mais profundo, talvez com avelãs e flores. Pensando bem, lembrava queijo roquefort. Muito mineral e seco no palato, bem leve, faltou um pouco de complexidade no retrogosto. 10% de álcool. BU 86,85. VV !86. R$94,00.
LENSWOOD 2000
50% descansou em carvalho por 8 meses. Aparência já dourada do envelhecimento. Muito própolis, algum químico incômodo e fruta branca rumando para pêssego em calda. Certa potência em boca com desequilíbrio alcoólico. Infelizmente, o tempo desse vinho já passou. BU 87,14. VV!85. R$100,00.
A impressão final é de que os australianos de sémillon provados funcionam melhor mais jovens, preferencialmente até 5 anos de idade.
Domingo, Março 08, 2009
Mapa da Argentina
Citamos na VÍDEO DEGUSTAÇÃO #2 as diferentes regiões vinícolas na Argentina. Este mapa ilustra com clareza as principais áreas de produção de vinhos finos.
Fonte:www.academiadovinho.com.br
Fonte:www.academiadovinho.com.br
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Z Artigos
Sábado, Março 07, 2009
Vídeo Degustação #2 - Alta Vista Premium Torrontés 2006
Assista à segunda Vídeo Degustação do blog Viva o Vinho! Provei o 27º vinho da Confraria Brasileira de Enoblogs, indicação do vivendovinhos.blogspot.com.
Marcadores:
# VÍDEO DEGUSTAÇÃO,
$ Até R$25.00,
N Argentina,
Uva Torrontés,
Vinho Branco,
ZC CB Enoblogs
Quarta-feira, Fevereiro 25, 2009
Marques del Turia Bobal-Syrah 2006
O blog Viva o Vinho! publica o que não beber também. Com muita coragem vamos encarar a descrição deste vinho!
Comprei o Marques del Turia no evento de vinhos do Angeloni, na temporada de inverno de 2008, quando os mercados fazem eventos para chamar atenção do consumidor.
Na hora considerei o vinho mais barato da vinícola razoável (que estava sendo servido) e resolvi trazer o intermediário para provar em casa, mas com uma pulga atrás da orelha porque, dependendo da ocasião, certos vinhos passam por melhores do que realmente são. Você está ali no evento, curtindo uma noite de vinhos. Tudo acaba parecendo um pouco melhor do que uma análise mais atenta revelaria.
E foi o caso do Marques. É um tinto meio Syrah, meio Bobal, da Denominação de Origem Valencia, na Espanha. Aparetemente, Bobal é uma cepa comum na região. Vinho com aroma químico e incômodo. Desequilíbrio alcoólico evidente já no olfato. Aquece as narinas e dá sensação ruim. Lembra vinhos de Izabel, Bordô e cia. Confirma a péssima sensação olfativa no palato. Fiquei surpreso com o resultado da pontuação objetiva. Parece ter pouca relação com vitis vinifera. 12,5% de álcool. VV!70.
Não quero, contudo, desestimular as aventuras. Quanto mais provarmos e ampliarmos nosso leque de experiências, mais seremos capazes de entender dos mistérios dessa bebida tão deliciosa e tão complexa.
Comprei o Marques del Turia no evento de vinhos do Angeloni, na temporada de inverno de 2008, quando os mercados fazem eventos para chamar atenção do consumidor.
Na hora considerei o vinho mais barato da vinícola razoável (que estava sendo servido) e resolvi trazer o intermediário para provar em casa, mas com uma pulga atrás da orelha porque, dependendo da ocasião, certos vinhos passam por melhores do que realmente são. Você está ali no evento, curtindo uma noite de vinhos. Tudo acaba parecendo um pouco melhor do que uma análise mais atenta revelaria.
E foi o caso do Marques. É um tinto meio Syrah, meio Bobal, da Denominação de Origem Valencia, na Espanha. Aparetemente, Bobal é uma cepa comum na região. Vinho com aroma químico e incômodo. Desequilíbrio alcoólico evidente já no olfato. Aquece as narinas e dá sensação ruim. Lembra vinhos de Izabel, Bordô e cia. Confirma a péssima sensação olfativa no palato. Fiquei surpreso com o resultado da pontuação objetiva. Parece ter pouca relação com vitis vinifera. 12,5% de álcool. VV!70.
Não quero, contudo, desestimular as aventuras. Quanto mais provarmos e ampliarmos nosso leque de experiências, mais seremos capazes de entender dos mistérios dessa bebida tão deliciosa e tão complexa.
Marcadores:
$ Até R$25.00,
- VV 70 a 74,
N Espanha,
Uva Bobal,
Uva Syrah,
Vinho Tinto
Terça-feira, Fevereiro 17, 2009
Doña Dominga Viogner Reserva 2006
Tenho feito umas experiências, tentado provar coisas diferentes. Tem um prazer a parte encontrar com micos. É claro que prefiro vinhos gostosos, equilibrados, elegantes, ..., mas quando encontramos um tenebroso pela frente relembra o que é um vinho ruim e ajuda a manter o censo crítico.
Doña Dominga Viogner é um daqueles "não bebo mais". Chileno de Colchagua, apresentou aroma frutado e fresco. Sem grandes defeitos, mas sem a complexidade esperada na Viogner.
Decepção total e imediata no gustativo. Vinho com adstringência e ataques inadequados. Desequilibrado. Um roubo!!! R$28,00 no Condor Boa Vista!!! VV!74. "Bacco tenha piedade".
Doña Dominga Viogner é um daqueles "não bebo mais". Chileno de Colchagua, apresentou aroma frutado e fresco. Sem grandes defeitos, mas sem a complexidade esperada na Viogner.
Decepção total e imediata no gustativo. Vinho com adstringência e ataques inadequados. Desequilibrado. Um roubo!!! R$28,00 no Condor Boa Vista!!! VV!74. "Bacco tenha piedade".
Marcadores:
$ De R$25.01 a R$50.00,
- VV 70 a 74,
N Chile,
Uva Viogner,
Vinho Branco
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